No Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, o Sindsepe/RS denuncia o descaso do governo de Jair Bolsonaro com o maior sistema de saúde pública do mundo: o SUS. Sucateado, o único serviço de saúde que atende a população de baixa renda no Brasil pede socorro. Sem ele, milhões de brasileiros e brasileiras estariam completamente desassistidos. Por isso é fundamental que lutemos pela preservação e melhoria contínua do SUS.

Para o diretor do Sindsepe/RS, Paulo Humberto Gomes da Silva, o SUS possui três pontos nevrálgicos que precisam ser atacados imediatamente: a desprivatização, a realização de concurso público e o aumento nas verbas de financiamento. Segundo ele, atualmente, cerca de 80% dos procedimentos de média e alta complexidade são realizados por hospitais filantrópicos ou particulares conveniados ao SUS. “É uma transferência de recursos públicos em grande volume, que muitas vezes nao tem a devida contrapartida no atendimento com a rapidez e a qualidade que os usuários do SUS merecem ter. Sem falar que estas entidades, que são privadas, têm entradas e áreas separadas para o atendimento, como se os pacientes do SUS fossem cidadãos de segunda categoria; e de um momento para o outro, algumas fecham suas emergências por um motivo qualquer deixando os usuários do Sistema sem nenhuma alternativa”, oberva.

Em relação aos concursos públicos, Silva ressalta a importância da continuidade do trabalho dentro do Sistema, independente do governo, daí a necessidade urgente de reposição dos quadros. Sobre o financiamento, o sindicalista afirma que o percentual de 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLI), previsto pela Constituição Federal, nunca foi aplicado no RS. “A média dos últimos 20 anos, excluindo gastos que não são de caráter universal, nunca passou de 6%”, denuncia Silva.

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