Arrocho salarial e aumento do custo de vida obrigam aposentada a mudar hábitos e buscar plano B

Quando decidiu se aposentar, depois de 30 anos dedicados ao serviço público, Gizela Gonçalves, 68 anos, não imaginava que fosse ver seus proventos minguarem dia após dia. Não bastasse o significativo aumento do custo de vida nos últimos 5 anos, aliado ao congelamento dos salários dos servidores (as) do estado do RS por quase 8 anos, Gizela, como todos os (as) aposentados (as), recebeu o duro golpe do desconto previdenciário em abril de 2021, resultado da Reforma da Previdência implementada pelo governo Leite.

O arrocho salarial refletiu diretamente nos hábitos da aposentada. “Deixei de comer fora, cancelei a academia e quase não viajo mais, justamente agora que tenho tempo para isso”, conta. A chegada dos anos, segundo Gizela, aumentou as despesas com medicamentos, para as quais ela conta com a ajuda dos filhos. “Não dou conta mais sozinha”, revela.

Para ajudar nas despesas, Gizela abriu mão de casacos, vestidos e sapatos de boa qualidade, que adquiriu no passado, quando estava na ativa e o salário tinha um bom poder de compra, e abriu um brechó na garagem de sua casa. “Montei um plano B, para me ocupar e incrementar minha renda. A gente vai se virando como pode”, relata.

Agora, o grande medo da servidora aposentada é perder o IPE Saúde. “O governo Leite disse, quando assumiu, que atacaria os problemas do estado. Então, o problema do estado somos nós, servidores e servidoras, porque nesses quatro anos ele não fez outra coisa a não ser atacar o serviço público.
A situação só não está pior porque temos o Sindicato”, desabafa.

Segundo matéria veiculada pela TV Brasil, em 2015 (um ano antes do Golpe que destitui a presidenta Dilma), o poder de compra do salário mínimo em janeiro de 2015 foi o maior registrado desde agosto de 1965. A política de valorização do salário mínimo, amplamente aplicada nos anos de administração popular, repercute sobre o poder de compra dos (as) trabalhadores (as) e, consequentemente, aquece a economia.

Para se ter uma ideia da desvalorização dos salários do (a) brasileiro (a) como um todo, no final do governo popular era possível comprar 16,3 botijões de gás com um salário mínimo, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Hoje, com um salário mínimo se compra 10 botijões.

Cabe a cada um de nós mudar essa realidade. Abster-se fortalece aqueles que só visam o lucro, que não pensam de forma coletiva e que querem mais é privatizar as atividades essenciais, sem qualquer preocupação com a imensa maioria da população que depende do serviço público.

No dia 2, escolha candidatos (as) que estão comprometidos (as) com políticas públicas de inclusão; com a preservação do meio ambiente e sustentabilidade; com a educação pública, gratuita e de qualidade; com a defesa do SUS e do IPE Saúde; com a defesa do serviço público e da soberania nacional.

Assessoria de Comunicação do Sindsepe/RS

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