Ato público em Porto Alegre denuncia reforma administrativa de Bolsonaro que quer acabar com os serviços públicos; protestos ocorrem país afora

Na última quarta-feira, 30, atos públicos, paralisações e panfletagens, foram realizados em diversas regiões do país contra a reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro e em defesa dos serviços públicos. As mobilizações integraram o Dia Nacional de Lutas, organizado por entidades sindicais.

Em Porto Alegre, sob chuva, servidores e servidoras públicas municipais, estaduais e federais, se concentraram em frente ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) para denunciar os ataques das políticas ultraliberais de Bolsonaro, Leite e Marchezan ao funcionalismo.

Segundo a presidente do SINDSEPE/RS, Diva da Costa, “esta reforma conta com amplo apoio no Congresso Nacional e também de muitos governadores e prefeitos. Aqui no estado, o governador Eduardo Leite já colocou em prática várias medidas propostas pela política destruidora de Bolsonaro, bem como o prefeito Nelson Marchezan (PSDB) que continua sua campanha de ataque aos serviços públicos e de privatização dos mesmos, além de retirar direitos históricos da categoria.”

Outra preocupação é que a proposta de Bolsonaro permitirá que políticos voltem a indicar seus apadrinhados para ocupar cargos que hoje só podem ser preenchidos através de concurso público. 

O discurso utilizado pelo governo para justificar a aprovação da reforma, de que ela ajudará na economia para os cofres públicos porque os servidores na sua totalidade recebem altos salários, também é mentiroso. Na verdade, mais da metade do funcionalismo recebe até quatro salários mínimos. A casta que se enquadra no perfil dos altos salários, inclusive acima do teto, não serão atingidos pela proposta de Bolsonaro. 

A reforma administrativa, além de atacar servidores e servidoras que atendem a população, ataca brutalmente quem está mais fragilizado e mais precisa do estado, pois ela representa o fim do serviço público, e principalmente, um ataque brutal aos das áreas da educação básica e saúde. O que Bolsonaro e seus aliados querem é manter os lucros dos mais ricos, privatizando, entregando para empresários importantes serviços, que hoje são oferecidos gratuitamente à população.

O Sistema Único de Saúde – SUS,  é referência mundial no atendimento integral, universal e gratuito a saúde. “A pandemia deixou evidente a importância deste serviço no nosso país. Quem evitou que a tragédia fosse ainda maior foram os trabalhadores e trabalhadoras dos hospitais públicos das unidades básicas de saúde, todos 100% SUS e não os hospitais e planos de saúde privados”,  lembra Diva da Costa.

Os protestos desta quarta-feira se espalharam pelo estado e também pelo país, respeitando as normas de segurança contra a Covid-19.

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