Cesta básica sobe 1,72% em Porto Alegre; compare com outras capitais

via Brasil de Fato – RS

Na passagem de dezembro para janeiro, o valor do conjunto de bens alimentícios básicos em Porto Alegre registrou alta de 1,72%. Com isso, o valor da cesta subiu para R$ 626,25, a quarta mais cara do Brasil entre as 17 capitais analisadas. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese) e divulgada nesta segunda-feira (8).

Dos treze produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos, dez ficaram mais caros na capital gaúcha. Os itens com maior aumento de preços foram a batata (9,28%), a banana (6,72%), o arroz (6,51%), o açúcar (6,50%), a farinha de trigo (6,24%). Também registraram alta o café (1,96%), o feijão (1,30%), pão (1,57%), a carne (0,40%) e o tomate (0,17%). Por outro lado, três itens caíram de preço: o óleo de soja (-3,03%), a manteiga (-2,63%) e o leite (-2,39%).


Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos / Fonte: Dieese/RS

Nos últimos 12 meses, o valor da cesta básica aumentou 24,51% na Capital. Nesse período, os 13 itens registraram aumento de preços, sendo as maiores altas verificadas no óleo de soja (107,58%), na batata (98,73%), no arroz (94,24%), no feijão (63,45%) e na banana (42,08%).

Alimentos mais caros em 13 capitais

Os dados da Pesquisa indicam que, em janeiro, os preços do conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês, aumentaram em 13 capitais pesquisadas. As maiores altas foram registradas em Florianópolis (5,82%), Belo Horizonte (4,17%) e Vitória (4,05%). O valor da cesta apresentou redução em quatro capitais do Nordeste: Natal (-0,94%), João Pessoa (-0,70%), Aracaju (-0,51%) e Fortaleza (-0,37%).


Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (tomada especial) / Fonte: Dieese

Em São Paulo, capital onde a cesta apresentou o maior preço, o custo ficou em R$ 654,15, com alta de 3,59%, na comparação com dezembro de 2020. Em 12 meses, o valor do conjunto de alimentos subiu 26,40%.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% para a Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, na média, 54,93% do salário mínimo líquido (reajustado em janeiro para R$ 1.100,00) para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em dezembro, o percentual foi de 56,57%.

Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário foi equivalente a R$ 5.495,52, o que corresponde a cinco vezes o mínimo já reajustado, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.


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Edição: Marcelo Ferreira

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