Denúncia: Leite quer que servidores(as) voltem ao trabalho presencial em meio a recorde de mortes e infectados por Covid-19 no RS

O Brasil já é o segundo país no mundo em número de contaminações e mortos pela Covid-19 e já estamos ultrapassando a triste marca de 100 mil mortes em decorrência da doença. Aos trabalhadores e trabalhadoras não são dadas condições de realizar isolamento social, pois os governos não garantem a renda mínima para os desempregados, nem manutenção dos empregos sem redução salarial. 

Aqui  no Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite faz propaganda da sua proposta fracassada de “Distanciamento Controlado”, que flexibiliza regras de acordo com as pressões dos empresários, comandando assim uma política sanitária tão genocida quanto a de Bolsonaro, colocando os lucros acima das vidas.

Mesmo com a pequena quantidade de testes realizados no estado, o número de casos confirmados e de óbitos cresce exponencialmente a cada dia, escancarando o total descaso e desrespeito que o governo tem com a vida de gaúchos e gaúchas.

Na administração pública a situação é dramática! A Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul, que deveria implementar e fiscalizar os protocolos de segurança sanitária, não garante, nem para os servidores e servidoras da sua própria pasta, proteção às suas vidas e de seus familiares. 

A falta de EPI’s adequados continua e não são disponibilizados testes PCR para os trabalhadores e trabalhadoras da saúde.

No Hospital Psiquiátrico São Pedro, mais de 20 servidores e servidoras foram contaminados, mais de 80% dos pacientes já positivaram para Covid-19 e quatro morreram.

No Hospital Colônia Itapuã, 15 trabalhadores e trabalhadoras foram afastados por contaminação pelo novo coronavírus e já ocorreram 5 óbitos entre os pacientes, também em decorrência da Covid-19. 

Há casos positivados no HEMOCENTRO do estado, no Centro Administrativo Fernando Ferrari e no Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) e também no Laboratório Central do Estado – LACEN.

O SINDSEPERS, desde março, vem alertando sobre os riscos nos diferentes locais de trabalho e cobrando providências para impedir que o caos se instalasse, mas nenhuma providência foi tomada.

O retorno do pedido de audiência feito à Secretária Estadual de Saúde, Arita Bergmann, pelo SINDSEPERS ainda não chegou. Ao invés disso, a secretária publicou, no último dia 30 de julho, a Ordem de Serviço nº 05/2020, onde determina que os servidores e servidoras da secretaria da saúde deverão exercer suas atividades presencialmente no prazo de 10 (dez) dias. Justamente no momento em que o estado bate recordes de contaminações e mortes. 

Esta Ordem de Serviço não se justifica, mas é mais uma prova de que este governo não está preocupado com as vidas. Vale lembrar que os servidores e servidoras que serão atingidos por esta determinação recebem os mais baixos salários e trabalham, na sua maioria, nos setores  administrativos. Até agora, estavam em regime de revezamento ou teletrabalho, sem prejuízo na prestação do serviço e ao funcionamento das políticas saúde. 

Até mesmo em locais onde já está confirmado surto de coronavírus, como é o caso do Hospital Psiquiátrico São Pedro, dezenas de servidores e servidoras estão sendo obrigados a voltar para o trabalho presencial, colocando em risco suas vidas, de suas famílias e dos colegas da enfermagem, que nunca deixaram de atender os pacientes.

O que mais precisa acontecer para que os gestores compreendam o quão grave é a situação? 

Desta forma, orientamos a todos e todas servidores e servidoras para que, em caso de serem obrigados pelas chefias e/ou diretores(as) dos departamentos onde atuam, a retornarem presencialmente ao trabalho sem que seja confirmada a real necessidade ao bom funcionamento do serviço público, informem ao SINDSEPE/RS para que possamos agir imediatamente.

 Um governo que não respeita a vida humana não merece respeito!

 Leite e Bolsonaro Duas caras, uma só política!

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