Em Porto Alegre, o ato do 1º de maio teve falas fortes em defesa da vida e contra as políticas de ataques aos direitos dos trabalhadores

via Sindicaixa

O 1º de maio – dia do trabalhador, em Porto Alegre, foi marcado pela realização de um ato público e pela coleta de alimentos não-perecíveis. No Largo Glênio, centrais sindicais e movimentos sociais denunciaram os governos federal, estadual e municipal pela falta de políticas voltadas a garantir a saúde da população frente a maior pandemia enfrentada pelo país. O Brasil contabiliza mais de 400 mil mortes pela Covid-19, sendo o mês de abril, até o momento, o mês letal. A manifestação também cobrou medidas para a geração de empregos e para garantir o mínimo de recursos às famílias que hoje estão passando necessidades.

Em Porto Alegre, o ato do 1º de maio teve falas fortes em defesa da vida e contra as políticas de ataques aos direitos dos trabalhadores



O protesto denunciou os governos que estão usando a pandemia para passarem medidas que atacam a sociedade, os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos, como é o caso das privatizações. O presidente Bolsonaro trabalha pela privatização dos Correios, da Caixa Econômica Federal e das empresas operadoras de trens e metrôs. O governador Eduardo Leite, por sua vez, negociou com sua base na Assembleia Legislativa a permissão para vender empresas públicas sem consulta popular, como prevê a Constituição. Estão na mira do governo gaúcho as privatizações da Corsan, do Banrisul e da Procergs.


Em nome do Fórum pelos Direitos & Liberdades Democráticas, o sindicalista Érico Corrêa saudou a iniciativa das centrais, dos movimentos sociais e dos sindicatos combativos que organizaram o ato. “O 1º de maio é um dia de luta contra a exploração e a opressão, mas também marca a solidariedade e o caráter internacionalista da nossa classe”, disse o dirigente. Érico também afirmou que “em meio a crise humanitária que estamos vivendo o capitalismo escancara a sua barbárie condenando milhões de pessoas à fome, ao desemprego, à desesperança e à miséria”.



O Sindicalista agradeceu a todos e todas que atenderam levaram alimentos não-perecíveis até o local da atividade. Os produtos arrecadados serão entregues para famílias que hoje estão sofrendo com o desemprego e a fome. Sem qualquer iniciativa governamental, quase metade da população brasileira está necessitando de atos de solidariedade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *