Sindicatos e conselhos detectam graves problemas no IPF

Funcionários estão sobrecarregados e pacientes vivem em situação desumanas.

Durante uma ação conjunta de fiscalização, na tarde desta terça-feira (24/05), fiscais de vários conselhos e sindicatos, entre eles o dirigente do Sindsepe/RS, Rogério Viana, constataram as precárias condições de trabalho no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF).

Com 191 internos no total, sendo 7 mulheres, o IPF é a única instituição do Estado que recebe presos com doenças mentais. Sucateado, com as dependências em péssimo estado, o Instituto lida com outro grave problema: a falta de recursos humanos.

Deborah Santos, técnica em Enfermagem, conta que os servidores do setor de saúde do IPF estão sobrecarregados. “Muitas vezes tem apenas um auxiliar na enfermaria e se estamos em uma ala e surge um problema em outra, fica impossível atender”.

Segundo o diretor- administrativo do IPF, Tadeu Zampiron, a equipe da área da saúde atualmente é formada por 8 psicólogas, sendo que 3 estão afastadas; 4 assistentes sociais; 5 enfermeiros, 2 afastados; 15 auxiliares de enfermagem, com 9 atuando. Ou seja, o número de profissionais que consta no quadro não condiz com a realidade. Zampiron admitiu que a quantidade de funcionários no setor de saúde é insuficiente.

Rogério Viana, dirigente do Sindsepe/RS, chamou atenção para o fato da Unidade Básica de Saúde (UBS), que está sendo construída dentro do IPF, ser terceirizada. “Isso aponta para uma privatização futura do Instituto”, observa.

Participaram da ação conjunta de fiscalização Sindsepe/RS; Conselho Regional de Medicina; Conselho Regional de Psicologia; Conselho Regional de Farmácia; Sindicato dos Engenheiros do RS; Conselho Estadual de Saúde; e Conselho Estadual dos Direitos Humanos.

Ficou acertado que cada entidade irá elaborar um relatório e, na próxima semana devem se reunir para produzir um documento único e definir quais medidas serão tomadas.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindsepe/RS

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