SINDSEPE/RS convida servidores e servidoras a doarem sangue devido à situação crítica nos níveis do banco de doações do Hemorgs

O Hemocentro do estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs) está em situação crítica no nível dos seus estoques derivados da doação de sangue em meio à pandemia da covid-19.
No intuito de alterar esta drástica e trágica situação, o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul, SINDSEPE/RS, lançou na última terça-feira (11), uma campanha solidária pela doação, que pretende motivar o funcionalismo gaúcho a realizar este ato generoso que salva muitas vidas.
A servidora pública e assistente social do Hemocentro gaúcho, Gesiane Ferreira, explica como tem se dado este processo em meio à pandemia da covid-19. Ela tranquiliza os doadores quanto à segurança sanitária e derruba alguns mitos sobre quem pode ou não doar. “O Hemocentro está adotando todos os protocolos cabíveis dentro da nossa instituição. A sala de espera está sendo feita na parte externa ao ar livre, os doadores passam de três em três respeitando esta capacidade para não promover aglomerações, também há distanciamento interno entre as macas, e além disto, todos os profissionais contam com Equipamento de Proteção Individual (EPIs)”, revela.
Gesiane ressalta que não há substituto para o sangue e que somente o ato solidário e altruísta de outro ser humano poderá resultar no êxito dos tratamentos de saúde dos pacientes. A servidora informa que uma única doação, 450 mls de sangue em média, pode salvar até quatro vidas diretamente. A bolsa de sangue poderá ser fracionada em até quatro hemocomponentes diferentes, mas indiretamente acaba salvando muito mais, já que os parentes e entes queridos do paciente também têm suas esperanças renovadas. “Geralmente, as pessoas me dizem que doam sempre que alguém precisa, e eu costumo responder: o dia que alguém precisa é hoje enquanto nós [doadores] estamos com saúde”, afirma.
A doação é realizada de forma rápida e segura e segue indispensável para que muitas vidas sejam salvas. Vale lembrar que funcionário público civil de autarquia ou militar, que comprovar sua contribuição, é dispensado do ponto, segundo a Lei nº 1.075, de 27 de março de 1950.
A doação e o processamento do sangue são fundamentais para garantir a disponibilização de componentes sanguíneos para os pacientes que necessitam de transfusão, como vítimas de acidentes, o que continua ocorrendo mesmo em meio à pandemia da covid-19. Homens podem doar de dois em dois meses, até quatro doações no período de doze meses, e mulheres podem doar de três em três meses, até três doações no período de doze meses.
Graziela Aquino, servidora e assistente social do departamento administrativo da Secretaria da Saúde, localizada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), também é uma doadora assídua. “Pra mim, ser doadora é algo que me orgulha muito. É um ato de amor, como dizem as campanhas. Eu penso que sou uma pessoa privilegiada, por estar bem de saúde, então, por que não ajudar alguém que necessita de um doador pra continuar vivendo, não é mesmo?”.
A servidora afirma ainda que o atendimento no local contribui muito para que os doadores e doadoras sintam-se acolhidos e orgulhosos até mesmo antes de sair de casa. “O atendimento dos servidores e servidoras no local é maravilhoso, o cuidado que eles têm com a gente é muito gratificante, nos sentimos muito bem”, ressalta.
Gesiane, servidora do Hemorgs, esclarece a dinâmica do processo de doação. “As etapas são muito simples: temos cadastro, pré-triagem, triagem clínica e coleta, sendo que esta última etapa não ultrapassa 12 minutos. Todo o processo leva, em média, de 30 a 40 minutos, ou seja, dentro de uma hora, no máximo, a pessoa vai ter doado uma bolsa inteira e vai ter proporcionado o tratamento de até quatro pessoas diferentes”.
A funcionária pública da saúde Graziela Aquino, que também costuma doar, confirma a lisura e a celeridade do processo. “É muito rápido, é um processo que leva o tempo necessário para preencher os protocolos. O que pode demorar mais é quando tem mais doadores na fila que o comum, mas são minutos valiosos da nossa vida, né? Que valem por muitos outros e que salvam muitas vidas!”, afirma.
Para tornar-se um doador, basta preencher os seguintes requisitos mínimos: estar em saúde plena, possuir no mínimo 16 anos (menores acompanhados pelo responsável legal) e no máximo 69 anos, sendo que o limite de idade para a primeira doação é de 60 anos, não estar em jejum e não ter ingerido bebidas alcoólicas 12 horas antes da doação, não fumar por pelo menos duas horas antes da doação e pesar no mínimo 50 kg.
A doação de sangue é um ato voluntário que pode ajudar a salvar muitas vidas. “Para aqueles que possam estar pensando que estão em situação de inaptidão, nós estamos prontos para sanar quaisquer dúvidas através do nosso telefone, WhatsApp ou até mesmo e-mail”, revela Gesiane (todos estes contatos encontram-se no final da matéria). Doe sangue e salve vidas!

Telefones do Hemocentro Gaúcho (HEMORGS):

51 3336-6755

51 98405-4260 (WhatsApp)

E-mail: hemorgs@saude.rs.gov.br

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