Sindsepe/RS denuncia a situação crítica dos (as) guardas-parques em audiência pública

Diretor do Sindsepe/RS, Luciano Menezes, denunciou a falta de comprometimento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), que há anos ignora as reivindicações dos (as) guardas-parques. Segundo ele, os profissionais têm trabalhado com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e porte de arma vencidos, sem treinamento e qualificação adequados. “É uma situação ilegal, imoral e vexatória”, define.

Carla Bolsson, diretora da Associação de Guardas-Parques do Rio Grande do Sul, ratificou as informações do colega Luciano e acrescentou que em alguns locais não há qualquer forma de comunicação. “Fizemos uma denúncia no Ministério Público, em 2018, que foi arquivada. A gente ama o que faz e só quer trabalhar, mas há muitos anos o Estado não nos dá condições para isso”, disse.

Diva da Costa, dirigente do Sindsepe/RS, lembrou que, além das péssimas condições de trabalho, os (as) guardas-parques estão no grupo de servidores e servidoras que têm vencimento básico inferior ao salário mínimo. “Essa política de sucateamento para justificar a privatização atinge todas as áreas do serviço público. E o Sindsepe/RS continuará lutando e denunciando estas políticas de destruição impostas pelos governos”, ressaltou.

Convidada a participar do debate, a Sema não enviou nenhum representante, o que foi considerado um desrespeito pela maioria dos presentes. “O governo não mandou ninguém porque não quer se expor”, concluiu Luciano Menezes.

A Audiência Pública para debater a falta de valorização e as más condições de trabalho dos (as) guardas-parques da Sema aconteceu na manhã desta quinta-feira (05/05), na Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado da Assembleia Legislativa.

Proposta pelo Sindsepe/RS e acolhida pelo deputado Jefferson Fernandes (PT), que coordenou o evento, a audiência teve também a participação de Daniel Martini, promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual; Alexandre Krob, do Instituto Curicaca; e Miguel Corrêa Chagas, dirigente do Sindcaixa.

Ao final, Jefferson Fernandes propôs a formação de uma comissão para debater o tema juntamente com a Sema e com o Ministério Público.

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