SINDSEPE/RS e SINDICAIXA denunciam: O sistema de saúde no Rio Grande do Sul entrou em colapso!

O governador Eduardo Leite (PSDB), seguindo a mesma política adotada pelo presidente Bolsonaro, de desmonte do serviço público, deixou de aplicar mais de 3,5 BILHÕES DE REAIS na Saúde Pública do estado nos seus dois primeiros anos de mandato. Como consequência do descaso na prestação de um dos principais serviços públicos, o da saúde, o povo gaúcho assiste a trágica morte de centenas de pessoas por semana no nosso estado, vítimas da COVID-19.

Conforme preceitua a Lei Federal 141/2012, o percentual de 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências – RLIT, de Recursos Próprios, deve ser aplicado em Serviços Públicos de Saúde, isto é, diretamente no SUS. A legislação disciplina ainda quais os serviços que podem contar com os recursos em questão.

Como estamos assistindo agora, tendo em vista o avanço muito rápido da Covid-19 em nosso estado, o caos definitivamente já se instalou na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. Tal evento vem afetando também de maneira muita aguda outros serviços de saúde que estão deixando de serem prestados pelo SUS em um cenário onde todos os esforços humanos e financeiros, estão sendo canalizados para o combate à pandemia do novo coronavírus.

Os valores vultosos acima citados, se tivessem sido aplicados devidamente durante este período, de acordo com a legislação vigente, certamente teriam produzido um cenário muito melhor do que o caos que se encontra o atual exercício dos serviços da saúde pública para os gaúchos e gaúchas, usuários e usuárias do sistema único.

Com certeza, faltou vontade política e planejamento do (Des)Governo Eduardo Leite (PSDB), já que o que está acontecendo hoje já estava prenunciado no início do ano de 2020.

O governador aceitou a pressão do empresariado, demorou para tomar medidas para evitar a circulação descontrolada do vírus, e as que tomou, não deram conta de proteger a vida da população, pelo contrário, colocou e continua colocando em risco a vida de milhares de mulheres, homens e crianças no nosso estado.

O sistema de bandeiras com cogestão, que vigorou por meses a fio, até ser revogada tardiamente em fevereiro deste ano, era um misto de precariedade e delinquência sanitária, pois quem estava com a bandeira preta, podia negociar uma bandeira vermelha, para, no final das contas, agir como se estivesse em bandeira laranja. Ninguém respeitava nada enquanto a proliferação do vírus só se multiplicava.

Em meio a disseminação cada vez mais rápida e mortal da doença, e com o ritmo de vacinação muito lento, indubitavelmente novas variantes começaram a surgir, e isso fez com que as estruturas de saúde já não conseguissem dar o mínimo de atendimento e dignidade à população.

Quando o assunto é vaga em UTI, a coisa é ainda pior. O Rio Grande do Sul já conta com uma extrapolação beirando os 110% de ocupação destas vagas.

Os profissionais da saúde estão extenuados. Muitos e muitas já perderam a vida, outros e outras, além do cansaço, sofrem diariamente com o medo de levar a doença para seus familiares. Há um ano atendendo a população que chega doente, sem as mínimas condições e estruturas de trabalho, sem descanso, a maioria sem poder tirar férias para poderem se recuperar.

Enquanto a situação se agravava, o governador Eduardo Leite ficou dormindo em berço esplêndido, não quis se indispor com o presidente da república, seu aliado, e ficou esperando que o governo negacionista de Bolsonaro resolvesse o problema de aquisição de vacinas, que hoje é nossa única alternativa para minimizar e prevenir os efeitos da pandemia. No fundo são duas caras, mas a mesma política!

Entretanto, os atos e ações de Bolsonaro demonstravam claramente, desde o início, que deixaria os brasileiros e brasileiras totalmente desassistidos se negando a negociar previamente a compra de vacinas para serem distribuídas no país inteiro.

Diante do cenário de caos, o governador Eduardo Leite deveria ter articulado a compra de vacinas com recursos próprios, da mesma forma que outros governadores há muito tempo fizeram, mas infelizmente não foi isso que aconteceu.

A Assembleia Legislativa já aprovou projeto de lei que permite ao estado a comprar vacinas. No entanto, a postura do governador só mudou quando seu nome surgiu com força como futuro candidato a presidência da república em 2022 pelo seu partido PSDB. Foi aí que, para se descolar de Bolsonaro, iniciou uma campanha de ataques a conduta adotada pelo governo federal e deu início às negociações para aquisição de vacinas para o estado. Enquanto isso, o RS fica recebendo vacinas do Ministério da Saúde a conta gota, não conseguindo vacinar nem os grupos prioritários como os profissionais da saúde da linha de frente e os idosos. Com a pouca vacinação até agora, o cenário que nos avizinha é cada vez mais dramático, porque o vírus se multiplica cada vez mais rápido.

Eduardo Leite (PSDB) é sim o culpado pelo colapso da Saúde no Estado do Rio Grande do Sul e deve ser responsabilizado.

Vacina Urgente Para Toda População!

Fortalecer o SUS para Garantir a Gratuidade!

Fora Bolsonaro!

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