Sindsepe/RS lamenta a morte de Heide e se solidariza com a família

Sindsepe/RS lamenta a morte de Heide e se solidariza com a família

O assassinato da servidora pública Heide Juçara Priebe, de 63 anos, na sexta-feira passada (08/07), em Santa Cruz do Sul, agrava o quadro de feminicídio no Rio Grande do Sul. Heide foi morta a tiros pelo ex-companheiro, depois de ser perseguida pelo mesmo, no centro da cidade. O assassino, cujo nome está sendo mantido em sigilo, foi preso.

Este é o segundo caso de feminicídio registrado em Santa Cruz do Sul em menos de três semanas. No dia 21 de junho, Roni Belhing, de 49 anos, esganou a esposa Tiara Schlosser, de 37, até ela morrer sufocada, e depois cometeu suicídio.
Atualmente, o Rio Grande do Sul é um dos estados mais violentos do Brasil, com uma média de dois feminicídios por semana. Também está entre os primeiros no quesito de violência doméstica, seja física ou psicológico, contra suas mulheres.

No último dia 8 de junho, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul (Alergs) promoveu um Ato Solene “Pela Vida das Mulheres”, campanha que tem como objetivo conscientizar a população gaúcha em relação aos números crescentes de violência contra a mulher.

A campanha surgiu a partir de dados alarmantes revelados pelo Dossiê 2021/2022, da “Força Tarefa de Combate aos Feminicídios do RS”, e pelo “Levante Feminista do RS”, segundo o qual, de 1º de janeiro a 10 de maio de 2022, foram registrados 36 feminicídios – o equivalente a uma mulher assassinada a cada três ou quatro dias. Nos últimos dez anos (até abril de 2022) o estado contabilizou 961 mortes, uma média anual de 93,4 assassinatos.

O desmantelamento das políticas públicas e o enfraquecimento cada vez maior das redes de proteção são as causas apontadas para essa tragédia que vitimiza as mulheres. “O aumento dos feminicídios, antes e pós-pandemia, nos remete ao estado de alerta para a importância da mudança deste aculturamento machista gaúcho, como quebra de paradigma, atuando diretamente na educação nas escolas públicas, através de campanhas de prevenção”, diz o documento.

O Sindsepe/RS repudia toda e qualquer forma de violência e está engajado na luta pelo direito das mulheres à vida.

Com informações do Brasil de Fato e do Geledes

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